Sinceramente, penso que a cristandade segue aperfeiçoando sua "herança romano-puritana" de domar genitálias alheias, como quem circuncida gentios para apresentá-los diante da Santa Grei em Jerusalém, a fim de torná-los palatáveis dentro de nossas Sinagogas Cristãs...Mas Deus não precisa da igreja. Aleluia! Deus não é doido!
12 de abril de 2009
Aleluia! Deus não é doido!
Sinceramente, penso que a cristandade segue aperfeiçoando sua "herança romano-puritana" de domar genitálias alheias, como quem circuncida gentios para apresentá-los diante da Santa Grei em Jerusalém, a fim de torná-los palatáveis dentro de nossas Sinagogas Cristãs...Mas Deus não precisa da igreja. Aleluia! Deus não é doido!
30 de março de 2009
ESSA É UMA OCUPAÇÃO DOS QUE QUEREM BRINCAR DE DEUS
- Você não gosta muito de religião e de instituições? Perguntou Mack, sem saber se estava fazendo uma pergunta ou uma afirmação.
- Eu não crio instituições. Nunca criei, nunca criarei.
- E a instituição do casamento?
- O casamento não é uma instituição. É um relacionamento.
Mack hesitou. Não sabia o que dizer. Tudo parecia um pouco excessivo. Notando que os olhos de Mack estavam ficando vidrados, Jesus baixou o tom.
- Falando de modo simples, religião, política e economia são ferramentas terríveis que muitos usam para sustentar suas ilusões de segurança e controle. As pessoas têm medo da incerteza, do futuro. Essas instituições, essas estruturas e ideologias são um esforço inútil de criar algum sentimento de certeza e segurança onde nada disso existe. É tudo falso! Os sistemas não podem oferecer segurança, só eu posso.
- Mack, o sistema do mundo é o que é. As instituições, as ideologias e todos os esforços vãos e inúteis da humanidade estão em toda parte e é impossível deixar de interagir com tudo isso. Mas eu posso lhe dar liberdade para superar qualquer sistema de poder em que você se encontre, seja ele religioso, econômico ou político. Você terá uma liberdade cada vez maior de estar dentro ou fora de todos os tipos de sistemas e de se mover livremente entre eles. Juntos, você e eu podemos estar dentro do sistema e não fazer parte dele.
19 de fevereiro de 2009
22 de janeiro de 2009
Não tenho o menor interesse em seguir um deus que usa o sofrimento

"Foi uma grande fatalidade o que ocorreu. Não sabemos o motivo. Mas há de haver um propósito para tal sofrimento. Nosso coração está enlutado, sofrendo muito, pelas vidas, pelas vítimas, pela situação, pela calamidade. Esperamos que em Deus possamos ter o entendimento e o conforto desta enorme tragédia"
A declaração é parte da mensagem do Apóstolo Estevam Hernandes e da Bispa Sônia, dirigida aos membros da Igreja Renascer em Cristo, cujo templo sede em São Paulo desabou no dia 18 de janeiro, sobre mais de uma centena de fiéis, ceifando a vida de pelo menos nove pessoas.
Estou certo que, nesse momento de luto e dor, resta-nos pouco a fazer que não seja solidarizar e orar com aqueles que foram diretamente afetados por essa tragédia, principalmente com aqueles que ficaram sem os entes queridos, atingidos mortalmente no culto daquele fatídico dia.
Mas, apesar da gravidade do episódio, permitam-me apenas dizer que não tenho o menor interesse em seguir um deus que usa o sofrimento para estabelecer o seu propósito no mundo.
O Deus que encontrei é amoroso e suficientemente capaz para transformar em benção as tragédias ocasionadas por nós. Entretanto, a Escritura nos deixa claro que Ele jamais utilizaria a desgraça como instrumento para fazer valer o seu intento para a humanidade.
Carecemos aprender a assumir os nossos erros, deixando de, comodamente, lançar a responsabilidade pelas nossas mazelas no colo de Deus ou, ainda, na cacunda do diabo.
"Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. (Gálatas 6:7)
Imagem no contexto original: eraduasvezes.blogs.sapo.pt/
Vamos nos beijar lentamente, vamos amar de verdade

Portanto, vamos nos perdoar rápido, vamos nos beijar lentamente, vamos amar de verdade, vamos rir descontroladamente, vamos valorizar tudo que há de bom e nos faz sorrir. E, mais do que tudo, vamos nos aproximar cada vez mais de Deus, com quem nos encontraremos face a face logo depois da morte!
Revista Ultimato - Edição 314
7 de janeiro de 2009
ENTRE NO NOVO PAÍS
Henri J. M. Nouwen, em "A voz íntima do amor" Você conhece os jeitos do velho país, suas alegrias e suas dores, seus momentos felizes e seus momentos tristes. Lá passou a maior parte dos seus dias. Apesar de não ter encontrado ali o que seu coração mais ambiciona, permanece um tanto apegado a ele, tornou-se parte dos seus próprios ossos.
6 de janeiro de 2009
Só doutrina não é suficiente

13 de dezembro de 2008
Liberta-nos de ter respostas para tudo. Liberta-nos de sempre ter de estar certos
Rob Bell Tragédia é uma fé que não tem espaço para perguntas.
“Por que Deus permite que algumas pessoas morram... tão jovens?”
“Ao que parece, as pessoas medíocres ganham mais dinheiro. Por quê?”
“Por que o assassino fica livre e o homem honesto morre de câncer?”
“Às vezes chego a duvidar de que Deus está presente na África faminta, desnutrida e agonizante.”
“Se é possível pedir perdão a Deus no último instante de vida, por que, então, procurar viver uma vida de fé agora?”
"Deus está no controle de tudo e, portanto, toda essa porcaria estúpida que vemos hoje faz parte do plano dele (que eu não quero aceitar), ou está tudo fora de controle (o que também é uma porcaria). Afinal o que é que há?”
Por sua própria natureza, a pergunta indica que a pessoa que a faz não tem todas as respostas. E, por não ter todas as respostas, as pessoas procuram orientação fora delas mesmas.
Por mais desconcertantes, blasfemas, arrogantes, ignorantes ou grosseiras, as perguntas baseiam-se na humildade. A humildade que faz a pessoa compreender que não é Deus e que há muito mais por saber e aprender.
Os questionamentos trazem liberdade. A liberdade de que eu não tenho de ser Deus e não tenho de fingir que tenho todas as explicações. Posso deixar Deus ser Deus.
Talvez seja gente assim que Deus procura, pessoas que não aceitam simplesmente, sem questionar, tudo que ocorre a sua volta.
No Salmo 13, Davi diz ao Senhor:
Até quando, Senhor?
Para sempre te esquecerás de mim?
Até quando esconderás de mim o teu rosto?
Até quando terei inquietações e tristeza no coração dia após dia?
Até quando o meu inimigo triunfará sobre mim?
Olha para mim e responde, Senhor, meu Deus.
Que palavras Jesus disse em seus momentos finais na cruz?
“Meus Deus, meu Deus, por que me desamparaste?”
Jesus. Na cruz. Questionando Deus.
A arte de questionar Deus é fundamental para a experiência cristã. Não de forma beligerante, nada de pergunta arrogantes, sem nenhum respeito pelo Criador, mas perguntas abertas, sinceras, sensíveis, cruas. Perguntas que surgem do assombro causado pela situação de diálogo com o Deus vivo.
Esse tipo de questionamento nos liberta. Liberta-nos da obrigação de ter tudo sob controle. Liberta-nos de ter respostas para tudo. Liberta-nos de sempre ter de estar certos. Permite-nos ter momentos em que chegamos ao limite de nossa capacidade de compreensão. Momentos em que o silêncio basta.
ROB BELL é pastor da Mars Hill Bible Church, nos Estados Unidos. É graduado pelo Wheaton College e pelo Fuller Theological Seminary, em Pasadena, Califórnia.
27 de novembro de 2008
A angústia nasce da necessidade de escolher
Daniel MundurukuPenso nisso sempre que me confronto com uma constatação: entre os índios não existe crise existencial. Paro e me pergunto por quê. Constato de novo que entre os povos indígenas não se criam angústias. As crises nascem da angústia. A angústia nasce da necessidade de escolher...Isso vira um círculo vicioso, e o vício torna a vida uma busca insana pela felicidade, que, dizem, se encontra no conforto, na fuga da dor, no consumo.
O consumo, por sua vez, torna as pessoas egoístas e o egoísmo traz a solidão; e a solidão, a tristeza; e a tristeza, a falta de alegria; e a falta de alegria gera a angústia; e a angústia traz a crise, e esta é causada pela falta de rituais que dêem sentido à existência das pessoas.
As pessoas não têm onde se apegar, pois não têm uma tradição, uma ancestralidade.
Daniel é índio da tribo Munduruku no Pará, formado em Filosofia e licenciado em História e Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP). Foi aluno do curso de pós-graduação em Antropologia Social, na mesma universidade.
Imagem: Sergio Martínez Sánchez Fechas, na página: umblogquesejaseu.blogspot.com/2008/01/estou-v...
5 de novembro de 2008
A lógica profética do cristianismo entra em contradição com a lógica do marketing
Jung Mo SungRecentemente o jornal O Estado de São Paulo reproduziu um artigo publicado nos Estados Unidos sobre a prática de diversas igrejas evangélicas usarem o video-game Halo 3 (um jogo extremamente violento que está fazendo muito sucesso) para atrair jovens às igrejas. O argumento é simples: as igrejas precisam e desejam atrair jovens para lhes pregar o evangelho e a mensagem de paz, mas como os jovens parecem não ter interesse nesse tipo de assunto, elas decidiram lhes o que eles querem (a oportunidade de jogar em grupos um video-game da moda) e depois tentam lhes anunciar a boa-nova de Jesus.
Sem entrar na discussão sobre a contradição ou não entre um video-game violento e a mensagem de paz (apesar de que nem sempre o que as igrejas pregam são realmente mensagens de paz), eu quero chamar atenção para o fato de que a lógica por trás dessa estratégia pastoral é a aplicação no campo religioso da lógica de marketing: pesquisar os desejos do público alvo e adequar a oferta a esses desejos.
Quando o objetivo maior de uma igreja é aumentar o número dos fiéis, parece-me bastante razoável que se aplique a lógica e as técnicas de marketing ao campo religioso. Pois, se há uma "ciência" bem desenvolvida para atender os desejos de seu público alvo e aumentar a fatia no "mercado" (seja religioso ou um outro) é o marketing.
Esta é a razão pela qual o uso da lógica de marketing não está restrito às igrejas dos Estados Unidos, mas também em outros países como Brasil. Há setores das igrejas cristãs que acreditam que a solução para os problemas pastorais e, especialmente, para fazer a igreja crescer (quantitativamente) está no marketing.
O maior problema dessa tendência é que a lógica profética do cristianismo entra em contradição com a lógica do marketing. As igrejas e pessoas que assumem a missão de anunciar a boa-nova do Evangelho devem ouvir em primeiro lugar a Palavra de Deus, e não os desejos dos "consumidores". Pois se missão cristã é simplesmente atender os desejos religiosos do povo para encher as suas igrejas, o chamado à conversão não faz sentido. A conversão só ocorre porque as pessoas encontram valores e propostas que são diferentes do que estão desejando.
Oferecer viodeo-games violentos, adocicar a mensagem cristã ou reduzir as liturgias a shows emotivos pode ajudar encher as igrejas, mas é também correr um sério risco de esvaziar ou até mesmo negar o evangelho.
Por outro lado, eu penso que as igrejas podem e até devem levar em consideração as técnicas de comunicação e de marketing na sua missão profética de criticar as injustiças e desumanidades que marcam o nosso mundo e anunciar a esperança de um mundo mais humano.
A lógica do marketing não é compatível com a missão cristã, mas há técnicas e conhecimentos utilizados pelo pessoal do marketing que podem ser aproveitados em outras lógicas. Um exemplo simples disso: o uso das técnicas de comunicação visual na confecção de materiais das lutas sociais. O equívoco do pessoal que acreditam que o marketing é a "salvação" para a pastoral não pode nos levar a outro equívoco de não aprendermos os conhecimentos e técnicas utilizados no campo de marketing que poderiam ser muito úteis na nossa missão profética.
30 de outubro de 2008
Eles não querem que o cristianismo nos ajude a nos tornarmos pessoas completas
Brennan Manning in "O Evangelho maltrapilho" 12 de outubro de 2008
JAMAIS NOS ENGANAREMOS

19 de setembro de 2008
VINNY, O SOTEROPOLITANO DA MINHA VIDA
Tim MaiaVou pedir pra você ficar
A semana inteira fiquei esperando
14 de agosto de 2008
Queremos voltar para o Egito, onde havia cebolas
Paulo BraboNossas crenças são âncoras de legitimação, que nos mantém seguros no lugar mas nos impedem de seguir adiante – o que, convenhamos, é muito conveniente. Quem iria em sã consciência escolher abandonar o abraço confirmatório da crença comum e dar um passo em direção à vertigem da fé, ao desafio de tornar-se um indivíduo separado, distinto e singular (numa palavra, santo) diante de Deus? Queremos voltar para o Egito, onde havia cebolas; não suportamos o desafio constante, sempre iminente, sempre exigente, do deserto.
Extraido daqui: http://www.baciadasalmas.com/2007/minha-fe-nao-e-aquilo-em-que-acredito/
Imagem no contexto original: brincadeirasalaiadefuga.blogspot.com/2007/03/...
6 de julho de 2008
Um Deus concebível pela mente humana seria menor do que a própria mente
Ricardo GondimUm Deus que se submetesse a uma dissecação teológica, filosófica ou argumentativa não seria Deus. A mente humana não consegue sair das margens do conhecimento espiritual. Deus reside no infinito oceano da eternidade. Seu trono foi estabelecido bilhões de quilômetros depois da última galáxia, lá nos confins do universo. Mesmo que a luz, com sua incrível velocidade, percorresse eternamente a extensão do cosmo, mesmo assim, não chegaria até a morada do Altíssimo.
Teologia não estuda a anatomia espiritual de Deus; não consegue torná-lo compreensível; não o revela e nem o torna palatável. Um Deus concebível pela mente humana seria menor do que a própria mente, já que conseguiu abarcá-lo. Esse deus seria, portanto, o resultado dos raciocínios, ou seja, um ídolo.
"Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou." (João 1:18)
Ilustração:Rembrandt, A lição de anatomia do Dr Nicolas Tulp, 1632, Haia
24 de junho de 2008
17 de junho de 2008
Celebro: Deus conhece a minha fraqueza; Lamento: O diabo também.
Paulo SilvanoNo ano de 2003 vivi uma experiência inesquecível. Participei de um retiro, desses que se fazem por ocasião do carnaval, com a presença de mais de 300 irmãos. Para mim, o retiro, fruto da parceria entre a minha igreja – Assembléia de Deus Betesda – e a Igreja Presbiteriana do Brasil de Três Corações - MG, apenas pela parceria (já pensou) foi inédito! (Passado o evento, comentei o acontecido com pastores presbiterianos, colegas do seminário, que indisfarçadamente esboçaram o desconforto, num quase uníssono: – Éé... vejam a que ponto chegaram os presbiterianos!).
Essa não foi única “surpresa”, fiquei boquiaberto quando nas reuniões devocionais, realizadas nos períodos manhã e noite, percebi que naquela mistura de “tradicionais” e pentecostais eu, com os meus quarenta e três anos de caminhada no arraial assembleiano, era na verdade o crente tradicional do encontro.
Vi muitos daqueles irmãos presbiterianos, maioria no acampamento, se cumprimentarem com o pentecostal “A paz do Senhor”. Apequenei-me quando vi jovens “reformados” gritando, de peito aberto e mãos levantadas, os avivados “Aleluia” e “Glória a Deus” que eu pentecostal, contaminado pelos pudores formais, já não retumbo com tanto fervor.
Emocionei-me quando vi o povo doutrinado a partir dos postulados calvinistas orar com tanta convicção a tal ponto que eu, de tradição arminiana, senti-me possuído pelo ciúme de uma coisa que achava “propriedade” da minha confissão: orar para mudar realidades.
Eles cantaram e celebraram Deus com tanto entusiasmo que eu, da caravana pentecostal, fiquei comovido e com vontade de ser renovado.
Contudo, para mim, o melhor estava por acontecer. Numa das ministrações matutinas, proferida por um pastor de outra igreja presbiteriana do sul de Minas, fomos sacudidos a ponto de alguns se escandalizarem com o que ouviram. Da mensagem, cujo texto bíblico e teor não me recordo exatamente, lembro que o referido pastor alertava para o fato que Deus conhece a nossa estrutura e sabe exatamente onde somos mais vulneráveis. Realçou ainda que o diabo também sabe qual é o nosso ponto fraco e que ele, contrariando Deus, que paternalmente nos ajuda nas fraquezas, tenta minar a nossa fé e macular o nosso caráter exatamente a partir do ponto onde a trama do tecido da nossa existência se revela mais frágil.
Para marcar a minha vida e a de muitos que o ouviam, o pastor terminou o sermão exemplificando e fazendo referência a si mesmo: “Eu sei onde reside o meu ponto fraco; eu era homossexual quando converti ao Evangelho e é justamente essa a minha luta hoje; resistir para não ceder e, então, voltar a prática daquele pecado”. (Notei que alguns ouvidos não suportaram a confissão e, ruborizados, deixaram o auditório imediatamente).
Depois de ouvir aquele homem algo mudou na minha vida. Justamente por não ser alvo da mesma investida sofrida por aquele servo de Deus, percebi que ao diabo não importa os tipos de pecados, importa sim a minha vulnerabilidade a pelo menos um deles.
Conferi, o meu drama quanto ao pecado não é diferente do daquele pastor; a nossa odisséia revela que a nossa fragilidade se assemelha em muito a de qualquer mortal. O apostolo Paulo, um exemplo a qualquer tempo, expressa em tom de desabafo o desconforto a que está submetido: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim”.
Só escapamos porque “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”.
Sola gratia
imagem em seu contexto original: www.opusalegria.com.br/ideias06.html
2 de junho de 2008
Não quero mais ser apenas polemista ou apologista
Paulo Silvano23 de abril de 2008
Estou sob Deus, suplicante e humildemente dependente de seu amor
E.R.K.Continuo acreditando que Deus está no controle de tudo, é livre para tomar decisões e afetar a realidade conforme sua vontade, cuida de mim e de todo mundo, faz e acontece na história e nas minhas circunstâncias, dispões de pessoas para a vida e para a morte, e o que mais você quiser ou considerar necessário atribuir como capacidade e direito a alguém que seja chamado Deus, afinal, por definição, Deus é incondicionado e ilimitado. Mas todas estas coisas atribuídas a Deus me são imponderáveis e inacessíveis.
O que me afeta de fato é que crendo em Deus e conscientemente me submetendo a Ele, experimento pensamentos e sentimentos que são meus, mas não têm origem em mim. Sou levado a um estado de ser ao qual jamais conseguiria chegar sozinho.
Deus é meu interlocutor amoroso.
Deus é meu companheiro de viagem. O que acontece fora de mim, se Deus faz ou deixa de fazer, se foi ele quem fez ou deixou de fazer, não me diz respeito, minha razão não alcança, e, portanto, não é objeto de minha preocupação para caminhar pela vida. Mas o que acontece dentro de mim, isso sim, é tudo quanto eu tenho e me basta. Tudo quanto tenho para orientar a minha peregrinação existencial são sentimentos e pensamentos que são meus, muitos deles que não tiveram origem em mim. Isso é questão de fé. E essa é a minha fé: estou sob Deus, suplicante e humildemente dependente de seu amor para me tornar tudo quanto estou destinado a ser, independente do que me possa acontecer.
A mim me basta saber que em pastos verdejantes às margens de águas puras e cristalinas, ou no vale da sombra da morte, nada preciso temer, pois Deus está comigo, refrigerando-me a alma, guindo-me pelos caminhos da justiça por amor do seu nome. A mim me basta saber que se Deus é por mim, ninguém pode ser contra mim, pois nada pode me separar do amor de Cristo:
"nem tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada, pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor".
Texto original: http://www.galilea.com.br/blog.asp
Ilustração: William Blake (1757-1827)The Ancient of Days, c. 1824Der Schöpfer, Le CreateurWatercolour(...)



