
Brian Mclaren,
Aquilo que as pessoas pós modernas tendem a rejeitar não é a verdade absoluta, mas o conhecimento absoluto. E à medida que buscamos defender o conhecimento absoluto, nos mostramos defensores não da fé bíblica (que repetidamente afirma que “conhecemos em parte”), mas do racionalismo moderno (que demonstra uma confiança exacerbada em seus poderes autônomos de conhecimento que é difícil de enxergar).
Além disso, quando as pessoas pós-modernas ouvem o adjetivo “absoluta” depois da palavra “verdade”, elas pensam nos norte-americanos brancos e racistas para quem era uma verdade absoluta o fato de que os povos indígenas e os negros eram inferiores, talvez sub-humanos. Elas pensam nos nazistas, para quem era uma verdade absoluta a necessidade de que os judeus fossem exterminados. Elas Pensam nos industriais para quem é uma verdade absoluta que o meio ambiente existe para dar lucro, não para ser conservado. Elas pensam nos políticos de hoje, para quem é uma verdade absoluta que encontraremos paz promovendo mais guerras.
Ao não conseguir enxergar essas preocupações válidas das pessoas pós-modernas,muitos cristãos na atual zona de transição continuam batendo o tambor da verdade absoluta e, quanto mais forte batem, mais primitiva, irracional e desesperadamente modernos eles parecem ser; francamente, penso que o termo verdade absoluta perdeu a sua utilidade.
"Pois em parte conhecemos e em parte profetizamos; quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá. Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino. Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido”. I Coríntios 13: 9-12, NVI
Imagem em: http://fotos.sapo.pt/5PnrPZtWvoWqgcajgzPZ