30 de março de 2009

ESSA É UMA OCUPAÇÃO DOS QUE QUEREM BRINCAR DE DEUS

William P. Young, em A CABANA, p. 165, 166 e 168

(Jesus conversa com Mack Allen)

- Por mais bem intencionada que seja, você sabe que a máquina religiosa é capaz de engolir as pessoas! Disse Jesus, num tom meio cortante.
- Uma quantidade enorme das coisas que são feitas em meu nome não têm nada a ver comigo. E freqüentemente são muito contrárias aos meus propósitos.
- Você não gosta muito de religião e de instituições? Perguntou Mack, sem saber se estava fazendo uma pergunta ou uma afirmação.
- Eu não crio instituições. Nunca criei, nunca criarei.

- E a instituição do casamento?
- O casamento não é uma instituição. É um relacionamento.
Jesus fez uma pausa e retomou, com a voz firme e paciente:
- Como eu disse, não crio instituições. Essa é uma ocupação dos que querem brincar de Deus. Portanto, não, não gosto muito de religiões e também não gosto de política e nem de economia.
A expressão de Jesus ficou notavelmente sombria.
- E por que deveria gostar? É a trindade de terrores criada pelo ser humano que assola a Terra e engana aqueles de quem eu gosto. Quantos tormentos e ansiedades relacionados a uma dessas três coisas as pessoas enfrentam!

Mack hesitou. Não sabia o que dizer. Tudo parecia um pouco excessivo. Notando que os olhos de Mack estavam ficando vidrados, Jesus baixou o tom.
- Falando de modo simples, religião, política e economia são ferramentas terríveis que muitos usam para sustentar suas ilusões de segurança e controle. As pessoas têm medo da incerteza, do futuro. Essas instituições, essas estruturas e ideologias são um esforço inútil de criar algum sentimento de certeza e segurança onde nada disso existe. É tudo falso! Os sistemas não podem oferecer segurança, só eu posso.

- Mack, o sistema do mundo é o que é. As instituições, as ideologias e todos os esforços vãos e inúteis da humanidade estão em toda parte e é impossível deixar de interagir com tudo isso. Mas eu posso lhe dar liberdade para superar qualquer sistema de poder em que você se encontre, seja ele religioso, econômico ou político. Você terá uma liberdade cada vez maior de estar dentro ou fora de todos os tipos de sistemas e de se mover livremente entre eles. Juntos, você e eu podemos estar dentro do sistema e não fazer parte dele.
"Um fenômeno de público e de imprensa, o livro 'A Cabana' , do canadense William Young, conta a história de um homem que, deprimido e revoltado por causa do assassinato da filha pequena, tem a oportunidade ímpar de discutir seus ressentimentos com ninguém menos que Deus, em tríplice encarnação. Num mundo em que religião parece tornar-se irrelevante, 'A Cabana' invoca a pergunta: 'Se Deus é tão poderoso e tão cheio de amor, por que não faz nada para amenizar a dor e o sofrimento do mundo? '"
Imagem originalmente postada em: malprg.blogs.com/.../03/o_totalmente_ou.html

3 comentários:

Vitor Hugo da Silva - Joinville, SC disse...

Olá pastor Paulo Silvano!

"Falando de modo simples, religião, política e economia são ferramentas terríveis que muitos usam para sustentar suas ilusões de segurança e controle. As pessoas têm medo da incerteza, do futuro. Essas instituições, essas estruturas e ideologias são um esforço inútil de criar algum sentimento de certeza e segurança onde nada disso existe. É tudo falso! Os sistemas não podem oferecer segurança, só eu posso"

Sem mais comentários! Infelizmente, não tive tempo e oportunidade de ler A Cabana. Quem sabe um dia! Belo recorte!

Abraços!
Vitor Hugo

alex carrari disse...

Olá amigo,

As instituições que servem como máquinas de opressão, castração e alienação do projeto humano de realização no exercício da liberdade são um insulto a Deus e a mensagem do evangelho. Justificada pela manipulação do poderoso nome de Cristo gente má fé se apropria dos bens da graça libertadora do Cristo, desfigurando sua mensagem e impondo sobre o outro o pesado fardo do servidão física e mental. Para a liberdade foi que Cristo nos chamou, este recorte do diálogo aí postado demonstra isso com brilho.

Grande abraço amigo.

A. Carrari

Juber Donizete Gonçalves disse...

Prezado Paulo,

Apesar de ainda não ter lido o livro, concordo plenamente com o autor, sobre o trio religião/política/econommia.

Abraço.