23 de setembro de 2009

Igreja anósmica - Comer, o único prazer que nos resta


Elienai Cabral Jr. em Salvos da Perfeição

Pergunto-me por que nossos cultos não tem os cheiros nem os paladares tão criativamente espalhados por Deus para a aventura de viver. Por que nossos templos são descoloridos e preferimos os cartazes de propaganda e as frases de admoestação aos quadros e esculturas dos artistas? Por que nossas músicas são, com freqüência, tão piegas e repletas de frases repetitivas e sem criatividade? Por que nossos sermões são mais bem considerados na medida de seus moralismos e advertências austeras? E nossas liturgias são tão previsíveis? Nossa indumentária, austera? Sugerem uma gente com medo das sensações, desconfiada de tudo o que não termine em conclusões de ordenança moral e afirmações peremptórias. Por que nossas festas são reduzidas à comilança? Sem dança e descontração, sentamo-nos ao redor de mesas para nos ocuparmos do único prazer que nos resta, COMER.

Imagem em http://coisinhasdadinda.blogspot.com

3 comentários:

Laudicéia Mendes disse...

KKKKKKKKK...
Tenho muitas reservas quanto à teologia defendida pelo Elienai Cabral Jr. e Ricardo Gondim, mas esta observação é incontestável.
Eu que te diga do quanto tenho visto de comilança por estas bandas...kkkkk

Marcos Wandré disse...

Graça e Paz, Pr. Paulo Silvano!


Simples, inteligente e direto: eis o texto do Elienai Cabral Jr. É um retrato de muitas igrejas hoje em dia, pois como está patente aos nossos olhos, o Evangelho de Cristo não é pregado e que resta mesmo é comer... Engraçado, mas preocupante e lamentável!

Parabéns pela postagem! Os textos do blog estão cada vez melhores!

Um abração!

Gresder Sil disse...

As pessoas não imaginam que Jesus foi verdadeiramente mundano, comeu a fartar e bebeu a sorrir, brincou quando criança e dançou quando jovem, pois nem um elemento da cultura é em si pecado, mas se os nossos olhos forem maus, todos nossos atos serão maus.